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TREZENTOS E SESSENTA E SEIS

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No filme Smoke, realizado por Wayne Wang e Paul Auster (com argumento deste último), Augustus "Auggie" Wren (Harvey Keitel), trabalha na Brooklyn Cigar Store e todos os dias, às oito da manhã, fotografa a sua esquina de Brooklyn (a esquina da Third Street com a Seventh Avenue), Nova Iorque. Não vai de férias, não sai para lado nenhum devido ao seu hobby. Quando mostra as fotografias todos lhe dizem que são iguais? e ele fica altamente indignado, pois todas são, a seu ver, bastante diferentes.

Este meu projecto tem nele a sua grande fonte de inspiração.

É um projecto que pretende reflectir sobre as mutações infinitas da paisagem. Um projecto sobre ciclos. Ciclos que tendem a parecer idênticos e que visualmente até se podem aproximar, ser semelhantes, mas? nunca iguais.

É também um exercício sobre a irrepetibilidade do acto de fotografar. Sobre a efemeridade. É um trabalho que apela, também ele, à reflexão sobre a passagem do tempo (o tempo físico, o tempo de observação, o nosso tempo, o tempo dos ciclos da natureza?), sobre a infinita diferenciação e o desencadear das mutações paisagísticas provocada pelos elementos.
Este trabalho foi desenvolvido entre um de Janeiro e trinta e um de Dezembro de um ano bissexto. As imagens foram captadas ao longo dos trezentos e sessenta e seis dias, sempre do mesmo ponto de vista, entre as oitos e as nove horas da manhã.

É também ele um tributo a todos os "Auggies" dos nossos tempos.

 

 

Trezentos e Sessenta e Seis

Formato: 30x15cm
Edição bilingue (Português e Inglês)
48 páginas com impressão duotone com aplicação de verniz localizado sobre papel Couché mate de 170gr.
Capa em Couché mate de 350gr. com plastificação mate no exterior.

Texto: João Mariano

 


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