BIO

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Fotógrafo, director de arte… soul rider de bicicleta de montanha… amante de música menos convencional (há relatos sussurrados de épicos sets passados pelo meu alter ego: o sobejamente desconhecido Evil Mariachi).

Vivo e desenvolvo os meus trabalhos entre Aljezur e Lisboa. Actualmente desempenho funções de CEO e director de arte na agência 1000olhos - Imagem e Comunicação (que fundei com a minha mulher, em Aljezur) – www.1000olhos.pt

Com o passar dos anos fui descobrindo que a minha real paixão profissional é fazer livros. Os meus e os decorrentes dos trabalhos de clientes da 1000olhos. Adoro criar conceitos, reunir equipas (com especialistas em cada uma das áreas temáticas de cada projecto), acompanhar e supervisionar a criação gráfica… Tenho um especial prazer na escolha dos papéis, das técnicas de impressão, dos materiais para o acabamento... Acompanhar a impressão na gráfica adaptando, noutro contexto, a frase de Robert Duvall no Apocalypse Now: “I love the smell of ink in the morning!”. E depois… ter o objecto físico na mão! Sentir o seu peso e afagar o papel, ouvir o folhear das páginas e olhá-lo de todos os ângulos para evidenciar relevos e texturas do acabamento, sentir a sua mescla de cheiros… e no final poder dizer que vale sempre a pena (eternamente Pessoa) quando de um livro se trata. É por isto, que na minha opinião, o livro, enquanto objecto físico, será sempre eterno.

Desde o final do século passado que tenho vindo a desenvolver uma série de projectos no sul de Portugal (praticamente todos materializados em livro), muito em especial na área abrangida pela Costa Vicentina. O meu primeiro livro foi o Guerreiros do Mar (1998). Seguiram-se o Lugares Pouco Comuns (2000), Trabalho_de_Fundo (2001), Alambiques & Alquimistas (2007)… Na mesma linha de trabalho foi editado em 2010 o livro “Mariscadores | Ria de Alvor: histórias de um lugar” e em 2014 teve a sua primeira apresentação a série “O Conhecido Desconhecido”, uma abordagem muito pessoal ao litoral do concelho de Lagoa.

No final de 2016 foi editado Costa do Mar, um volumoso álbum que é uma espécie de síntese dos meus primeiros projectos no extremo sudoeste.

Em 2018 apresentei o projecto “Trezentos e Sessenta e Seis”, um longo trabalho que se debruça, essencialmente, sobre “(...) a infinita diferenciação e o desencadear das mutações paisagísticas provocada pelos elementos. (...)”.

Para além dos projectos que referi acima tenho vindo a desenvolver vários outros estudos e trabalhos que foram expostos e editados em Portugal e no estrangeiro.

Críticas

Inter Magazine
«(…) Quem o conhece percebe a sua serena audácia. Liga, relaciona, planeia, faz pontes entre diversas actividades culturais; é um homem de paisagens e silêncios, mas também com grande sede urbana e cultural, imparável em projectos e ideias. São, contudo, os seus registos de inegável beleza sobre a costa sudoeste, que, há anos, nos prendem o olhar. (…)»

– Sónia Alcaso, Inter Magazine, 2020
Sábado
«(…) um verdadeiro poeta visual da Costa Vicentina. (…)
(…) Hoje e por muitos anos será impossível fazer a história deste litoral e destas gentes sem as imagens de João Mariano. »

– Eduardo Dâmaso, Director da revista sábado, 1 de Agosto de 2019
Expresso
«(…) Os seus projetos são sempre trabalhos de fundo — e não apenas a apanha submarina de algas na costa sudoeste —, bem vividos e sentidos. (…) olhos de grutas e cavernas marinhas, pedras jacentes como estátuas mortuárias, esculturas de terra desbastadas pela água e pelo ar que o artista surpreende em admirável tensão telúrica. (…) para mim, as duas grandes imagens deste projeto são frontais e enxutas (…) A primeira espreita-nos do centro dos estratos sedimentares encurvados (…) A segunda é ainda mais extraordinária: ovais concêntricas escavadas na rocha pelos elementos; o negativo da matéria a três dimensões. Eis a parceira que faltava à obra-prima de Castello-Lopes. (…)»

– Jorge Calado, Semanário Expresso, 14 de Junho de 2016
Sobre o projecto “O Conhecido Desconhecido”
Revista SUL
«Não é fácil compreender as emoções quando elas irrompem com esta violência e simultaneamente esta paz que julgávamos afastada do universo. Mas também não é preciso compreender: exige-se apenas a disponibilidade permanente para o fascínio e o sortilégio. As fotografias de João Mariano são mais que o retrato de uma arte e de uma cultura: os privilégios podem partilhar-se deste modo - sem palavras nem sons.»

– Revista SUL, Inverno 2000 - 2001
Sobre o projecto “Alambiques & Alquimistas”
Expresso
«(…) Em Trabalho de Fundo, João Mariano documenta, num conjunto de imagens de extrema qualidade, a actividade dos apanhadores de algas na costa portuguesa. (…) Manipulando a noção de tempo, distende-o em imagens de grande impacto visual, onde as formas se diluem ou cristalizam no cinzento magmático do mar… (…)»

– Ana Ruivo, Semanário Expresso, 08 de Dezembro de 2001
Sobre o projecto “Trabalho de Fundo”
Público
«(…) “A vida do mar é muito dramática”, diz João Mariano, e as suas fotografias são o cenário perfeito dessa tragédia. (…)»

– Kathleen Gomes, Jornal Público, 4 de Fevereiro de 2000
Sobre o projecto “Lugares Pouco Comuns”
Jornal de Notícias
«Perdi a conta aos livros que já li. Mas garanto-vos que ao fim de milhares que me passaram debaixo dos olhos, descobri recentemente um a que poderia aplicar-se a ideia de ser um dos livros da minha vida. (…) o fotógrafo João Mariano desceu, com os percebeiros, ao inferno (…) e realizou uma das mais extraordinárias reportagens que contemplei. (…)»

– Hélder Pacheco, Jornal de Notícias, 01 de Outubro de 1998
Sobre o projecto "Guerreiros do Mar"